O ministro da Justiça, Flávio Dino, classificou como “constrangedor” o acordo firmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com a Eletrobras (atualmente Axia). A declaração do ministro repercute um acordo específico articulado durante a gestão de André Mendonça à frente da AGU, com a participação de Bruno Bianco Leal, então advogado-geral da União adjunto, e José Eduardo Cardozo, que também ocupou o cargo de advogado-geral da União em um período anterior.
O acordo em questão envolve a Eletrobras e se tornou alvo de críticas por parte do atual governo. A avaliação de Dino reflete uma crescente preocupação em relação aos termos e consequências desse acordo para a União e para a empresa, que passou por um processo de privatização, transformando-se na Axia.
A declaração do ministro, feita publicamente, indica a possibilidade de o governo federal reavaliar o acordo, buscando identificar possíveis irregularidades ou prejuízos ao erário público. A repercussão do caso levanta questionamentos sobre a legalidade e a conveniência do acordo, especialmente em um momento de transição e reestruturação da empresa.
O teor exato do acordo e os motivos que levaram Dino a classificá-lo como “constrangedor” não foram detalhados. No entanto, a declaração sugere que o ministro considera que os termos do acordo são desfavoráveis aos interesses da União e da sociedade.
A manifestação do ministro da Justiça pode gerar novas investigações e debates sobre a privatização da Eletrobras e o papel da AGU na defesa dos interesses do governo federal. A declaração de Dino reacende a discussão sobre a atuação da AGU em momentos cruciais para o país e levanta a possibilidade de revisão de outros acordos firmados em gestões anteriores. O caso promete gerar desdobramentos e acirrar o debate político em torno da privatização da Eletrobras e do papel do governo na regulação do setor elétrico.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
