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Deputados do Amapá iniciam mobilização para investigar rombo na previdência

A assembleia legislativa do Amapá se prepara para uma iminente Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de lançar luz sobre um complexo e preocupante cenário: os vultosos investimentos de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master. Esta mobilização estadual surge

Conexão Política

A assembleia legislativa do Amapá se prepara para uma iminente Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de lançar luz sobre um complexo e preocupante cenário: os vultosos investimentos de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master. Esta mobilização estadual surge em um momento crítico, onde pedidos similares para investigar a CPI do Banco Master no Congresso Nacional permanecem em compasso de espera, engavetados por decisões políticas em Brasília. As inquietações em torno desses investimentos crescem exponencialmente, especialmente após a liquidação da instituição financeira pelo Banco Central. Há um temor generalizado de que a exposição a títulos de alto risco, sem as salvaguardas necessárias de fundos garantidores, possa comprometer severamente o futuro das aposentadorias e pensões de milhares de servidores públicos estaduais, gerando um ambiente de incerteza e urgência para a investigação.

A mobilização estadual por transparência

A iniciativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito na esfera estadual no Amapá reflete uma crescente demanda por respostas e accountability diante das sérias acusações envolvendo a gestão de recursos previdenciários. A proposta ganhou força após uma série de alertas sobre aplicações financeiras substanciais realizadas pela Amprev no Banco Master. A decisão de avançar com uma CPI no âmbito estadual é vista como uma resposta direta à aparente inércia do Congresso Nacional, onde propostas de investigação sobre o mesmo tema encontram-se estagnadas devido a impedimentos políticos e priorizações distintas. O movimento dos deputados estaduais do Amapá busca preencher essa lacuna, garantindo que as alegações de má gestão e os potenciais riscos aos aposentados e pensionistas não permaneçam sem uma devida apuração. A busca por transparência e a proteção dos fundos previdenciários dos servidores públicos motivam essa ação legislativa local.

O escopo da investigação e os riscos aos servidores

As principais preocupações que impulsionam a abertura da CPI no Amapá centram-se nos investimentos de R$ 400 milhões que a Amprev realizou no Banco Master. Esses investimentos são descritos como aplicações em títulos de elevado risco, uma escolha que contraria as práticas de segurança esperadas para fundos de previdência, que por natureza, devem priorizar a solidez e a proteção do patrimônio. Além disso, a ausência de mecanismos de proteção, como fundos garantidores, amplifica a vulnerabilidade desses aportes. A liquidação do Banco Master pelo Banco Central, medida drástica que ocorre quando uma instituição financeira não consegue honrar seus compromissos, elevou ainda mais o nível de alarme entre os servidores e a população.

O risco iminente é o de que essa alocação de recursos, considerada inadequada por muitos, possa comprometer o pagamento de aposentadorias e pensões para milhares de servidores públicos estaduais, que dependem desses fundos para sua subsistência. A CPI terá o desafio de investigar se houve falhas na diligência, negligência na avaliação de risco ou, em casos mais graves, indícios de má-fé ou fraude na tomada de decisões que levaram a esses investimentos. Para que a comissão seja instaurada formalmente, são necessárias as assinaturas de pelo menos oito dos 24 deputados estaduais, um processo que já tem duas adesões confirmadas, indicando um avanço na articulação política para sua concretização.

Entenda os elos e o impasse em Brasília

A complexidade do caso se aprofunda ao considerar os nomes envolvidos e a intrincada teia de relações políticas que, aparentemente, influenciaram as decisões de investimento e, posteriormente, a lentidão das investigações em nível federal. A CPI estadual do Amapá promete mergulhar nesses elos, buscando desvendar a extensão de influências e responsabilidades. A análise detalhada desses vínculos é crucial para compreender a totalidade dos eventos que levaram à situação atual da Amprev.

Nomes sob o foco da CPI e a influência política

No centro das investigações, o nome de Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, destaca-se. Sua renúncia ao cargo ocorreu recentemente, em meio a operações da Polícia Federal, o que levanta sérias questões sobre a sua gestão. Lemos é publicamente conhecido como um indicado político do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), uma conexão que ele próprio já declarou. Essa associação coloca sob escrutínio a forma como as nomeações para cargos de alta responsabilidade em instituições como a Amprev são realizadas e se a influência política se sobrepõe aos critérios técnicos e de idoneidade.

Além de Lemos, a atenção da CPI se voltará para os conselheiros que, mesmo diante de alertas de risco sobre os investimentos no Banco Master, aprovaram as aplicações. A responsabilidade desses conselheiros é fundamental, pois cabe a eles a supervisão e aprovação das políticas de investimento da previdência, garantindo a segurança e rentabilidade dos fundos. A relação da família Alcolumbre com o caso também é um ponto de interesse: o senador Davi Alcolumbre nega qualquer interferência nos investimentos, mas a presença de seu irmão, Alberto Alcolumbre, em funções nos conselhos Fiscal e de Previdência da Amprev, adiciona uma camada de complexidade à investigação, dadas as posições estratégicas que ocupavam na supervisão da gestão dos recursos dos servidores.

O travamento das investigações no Congresso Nacional

A ausência de avanço nas investigações sobre o Banco Master no âmbito do Congresso Nacional tem sido um dos motivadores para a ação dos deputados estaduais do Amapá. Apesar de haver assinaturas suficientes para a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal, os presidentes das respectivas casas legislativas não deram prosseguimento aos pedidos. No Senado, a situação é particularmente notória, com o senador Davi Alcolumbre, cujo nome é associado a Jocildo Lemos, não tendo lido o requerimento de CPI, o que impede sua formalização e instalação.

Na Câmara dos Deputados, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) indicou que o caso do Banco Master se encontra no final de uma extensa lista de investigações prioritárias, um posicionamento que, na prática, engaveta a apuração e posterga indefinidamente a busca por esclarecimentos. Essa inércia federal, percebida como uma blindagem política, contrasta fortemente com a urgência e a gravidade dos riscos aos fundos previdenciários, reforçando a necessidade e a legitimidade da iniciativa dos deputados amapaenses para garantir que o caso não caia no esquecimento e que as devidas responsabilidades sejam apuradas.

Implicações e o caminho adiante

A instalação da CPI no Amapá representa um passo crucial para a elucidação das irregularidades e a responsabilização dos envolvidos nos questionáveis investimentos da Amprev no Banco Master. Se confirmada, a comissão estadual terá poderes significativos, que incluem a autoridade para convocar depoentes – sejam eles ex-gestores, conselheiros, ou quaisquer indivíduos

O objetivo primordial será verificar de forma minuciosa se houve gestão inadequada, falha grave na supervisão ou, ainda, indícios de conduta fraudulenta que tenham comprometido os recursos previdenciários dos servidores. A população do Amapá espera que a CPI atue com rigor e imparcialidade, desvendando a verdade por trás dos investimentos de alto risco e garantindo que episódios como este não se repitam. A efetividade da CPI estadual não apenas trará transparência ao caso, mas também poderá restaurar a confiança dos servidores públicos na gestão de seus fundos de aposentadoria e pensão, protegendo o futuro de milhares de famílias amapaenses.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a CPI do Banco Master no Amapá?
É uma Comissão Parlamentar de Inquérito proposta na Assembleia Legislativa do Amapá para investigar investimentos de R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev) no Banco Master, focando na gestão inadequada e nos riscos aos fundos previdenciários dos servidores.

Qual o valor do rombo investigado e quem são os principais envolvidos?
O valor dos investimentos sob questionamento é de R$ 400 milhões. Os principais nomes sob foco incluem Jocildo Lemos, ex-presidente da Amprev, e conselheiros que aprovaram os investimentos, além de possíveis conexões políticas.

Por que as investigações não avançaram no Congresso Nacional?
As CPIs propostas na Câmara e no Senado sobre o caso não avançaram devido a decisões políticas, incluindo a falta de leitura de requerimentos e a priorização de outras investigações, mantendo o caso em espera.

Quais são os potenciais impactos dos investimentos questionados para os servidores do Amapá?
Há um temor de que os investimentos de alto risco, sem as proteções adequadas, possam comprometer o pagamento de aposentadorias e pensões de milhares de servidores públicos estaduais, gerando insegurança financeira para os beneficiários da Amprev.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos desta importante investigação no Amapá e o impacto nos fundos de previdência.

Fonte: https://www.conexaopolitica.com.br

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