Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) direcionou seu foco para o crescente rombo financeiro associado a operações de crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Após um período marcado por disputas políticas e impasses, a comissão sinaliza uma nova fase de investigação, com a promessa de apresentar indiciamentos já em 2026.
O crédito consignado, modalidade que permite o desconto direto das parcelas de empréstimos nos benefícios previdenciários, tornou-se o principal ponto de análise da CPMI. A comissão busca identificar irregularidades, fraudes e outras práticas que contribuíram para o prejuízo bilionário enfrentado pelo INSS.
Durante os meses de debates, a CPMI coletou depoimentos, analisou documentos e realizou diligências com o objetivo de traçar um panorama completo da situação. A expectativa é que, com a intensificação dos trabalhos, seja possível identificar os responsáveis pelo desfalque e propor medidas para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
A atenção da CPMI ao crédito consignado reflete a relevância dessa modalidade para milhões de aposentados e pensionistas, além do impacto significativo no orçamento da Previdência Social. A comissão busca garantir a segurança jurídica e financeira das operações, combatendo práticas abusivas e protegendo os beneficiários do INSS.
A promessa de indiciamentos em 2026 demonstra o compromisso da CPMI em levar adiante as investigações e responsabilizar os envolvidos em eventuais irregularidades. A comissão pretende apresentar um relatório final detalhado, com recomendações para aprimorar a fiscalização e o controle das operações de crédito consignado, visando a um sistema previdenciário mais justo e transparente.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
