O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projeta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrará a menor inflação acumulada da história do Brasil em um período de quatro anos. A declaração foi feita durante a abertura do Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo.
Além da perspectiva otimista em relação à inflação, Haddad apontou que o país atingiu o menor nível de desemprego da série histórica do IBGE. Ele ainda adiantou que novos dados deverão indicar uma redução inédita na desigualdade social. De acordo com o ministro, as medidas adotadas pelo presidente Lula contribuirão para que a economia alcance o menor nível de desigualdade já medido pelo índice de Gini.
Haddad também elogiou a aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil, destacando o apoio unânime do Congresso Nacional. Ele ressaltou a capacidade de articulação do governo com os parlamentares, mesmo diante de um Congresso que descreveu como mais conservador. O ministro enfatizou que o projeto beneficia a população de menor renda, enquanto onera aqueles com maior poder aquisitivo.
Em relação à reforma tributária, Haddad assegurou que toda proteína animal incluída na cesta básica será isenta de tributos, defendendo os avanços no modelo fiscal.
O ministro aproveitou a oportunidade para criticar a oposição, sem mencionar nomes específicos, afirmando que, após sete anos, o grupo não apresentou propostas consistentes, a não ser “destruir” as instituições, a economia e o orçamento. Ele ressaltou a necessidade de tempo para reconstruir o que foi danificado.
Em contraste com o otimismo geral, Haddad não comentou sobre a recente decisão do governo dos Estados Unidos de suspender a tarifa adicional de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros, como café e carne bovina, que havia sido imposta em julho. A isenção, conforme um decreto do governo americano, é válida para mercadorias exportadas a partir de meados de novembro, com promessa de reembolso das tarifas já cobradas após essa data.
A revogação da alíquota foi justificada pelo governo americano com base em “negociações em andamento com o governo brasileiro” e em consultas com funcionários dos Estados Unidos. A sobretaxa havia sido aplicada em resposta a eventos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, julgados como uma ameaça à segurança nacional e aos interesses estratégicos dos Estados Unidos.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br
