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Câncer de pênis: o que todo homem precisa saber

O câncer de pênis, embora considerado raro no Brasil, representa uma ameaça significativa à saúde masculina, principalmente devido ao atraso no diagnóstico. A incidência da doença, que afeta predominantemente homens com mais de 50 anos, tem sua gravidade amplificada por tabus sociais e a escassez

Radamés Perin

O câncer de pênis, embora considerado raro no Brasil, representa uma ameaça significativa à saúde masculina, principalmente devido ao atraso no diagnóstico. A incidência da doença, que afeta predominantemente homens com mais de 50 anos, tem sua gravidade amplificada por tabus sociais e a escassez de informações claras. Muitos homens hesitam em procurar ajuda médica ao notar os primeiros sintomas, frequentemente discretos, por vergonha ou desconhecimento. Essa demora pode levar a estágios avançados da doença, comprometendo seriamente as chances de cura e, em casos extremos, exigindo mutilações penianas ou até mesmo colocando a vida em risco. É fundamental quebrar o silêncio e promover a conscientização sobre o câncer de pênis para garantir diagnósticos precoces e tratamentos eficazes.

A ameaça silenciosa por trás do tabu

O câncer de pênis é uma neoplasia maligna que surge nas células do órgão sexual masculino. No Brasil, ele é mais comum nas regiões Norte e Nordeste, frequentemente associado a baixos níveis socioeconômicos, higiene precária e falta de acesso à saúde. A raridade relativa da doença pode gerar uma falsa sensação de segurança, mas a realidade é que o diagnóstico tardio tem consequências devastadoras, que vão desde a amputação parcial ou total do órgão até a metástase para outros órgãos, tornando o tratamento mais complexo e reduzindo as taxas de sobrevivência.

Sintomas que não devem ser ignorados

Os sinais e sintomas do câncer de pênis podem ser sutis no início, o que contribui para o atraso na busca por atendimento médico. É crucial estar atento a qualquer alteração persistente no pênis, glande ou prepúcio. Entre os sintomas mais comuns, destacam-se:

Feridas ou úlceras: Lesões na pele do pênis que não cicatrizam em algumas semanas, muitas vezes indolores no começo, podem ser o primeiro sinal.
Nódulos ou caroços: Crescimentos anormais, endurecidos e palpáveis, que podem variar de tamanho.
Manchas avermelhadas ou esbranquiçadas: Alterações na coloração da pele do pênis, que podem ser acompanhadas de coceira ou descamação.
Secreção com odor fétido: Um corrimento incomum, especialmente sob o prepúcio, que pode indicar infecção secundária ou necrose tecidual.
Inchaço na ponta do pênis ou nos gânglios da virilha: Edema pode indicar obstrução ou disseminação do câncer para os linfonodos regionais.
Dificuldade de retração do prepúcio (fimose): Em alguns casos, a lesão pode causar ou agravar a fimose, dificultando a higiene e a exposição da glande.

Qualquer um desses sinais, mesmo que discreto, exige a avaliação imediata de um urologista. A automedicação ou o adiamento da consulta apenas postergam o problema, diminuindo as chances de um tratamento bem-sucedido.

O impacto do silêncio e da desinformação

O atraso no diagnóstico do câncer de pênis é um problema multifatorial, com raízes profundas em questões culturais e sociais. O pênis, como órgão associado à masculinidade e sexualidade, é muitas vezes alvo de tabus e vergonha. Homens podem sentir-se constrangidos ao falar sobre problemas nessa região, temendo julgamentos ou a perda da sua virilidade. Essa barreira emocional impede a comunicação aberta com parceiros, familiares e, mais importante, com profissionais de saúde.

Além disso, a falta de campanhas de conscientização direcionadas especificamente ao câncer de pênis contribui para a desinformação generalizada. Muitos homens não sabem quais são os sintomas, os fatores de risco ou a importância da higiene. A combinação de tabu e desinformação cria um ciclo vicioso: o homem ignora os sintomas, a doença progride em silêncio e, quando finalmente procura ajuda, o quadro clínico já pode ser avançado, exigindo intervenções mais agressivas e com pior prognóstico.

Fatores de risco e estratégias de prevenção

Compreender os fatores de risco é o primeiro passo para a prevenção eficaz do câncer de pênis. Embora alguns fatores sejam incontroláveis, muitos podem ser gerenciados com hábitos saudáveis e acompanhamento médico. A prevenção primária visa evitar o surgimento da doença, enquanto a secundária busca o diagnóstico precoce.

Higiene íntima e o papel do HPV

A higiene íntima inadequada é um dos principais fatores de risco para o câncer de pênis. O acúmulo de esmegma (uma substância branca composta por células mortas, secreções glandulares e bactérias) sob o prepúcio pode levar a inflamações crônicas e criar um ambiente propício para o desenvolvimento de lesões pré-cancerígenas. Por isso, a limpeza diária do pênis, especialmente da glande e da área sob o prepúcio, com água e sabão neutro, é fundamental.

A fimose, condição em que o prepúcio não pode ser retraído completamente, dificulta a higiene e é um fator de risco significativo. Nesses casos, a circuncisão (remoção cirúrgica do prepúcio) pode ser recomendada não apenas para facilitar a higiene, mas também como medida preventiva contra o câncer de pênis, uma vez que a exposição da glande minimiza o acúmulo de esmegma e a irritação crônica.

Outro fator de risco crucial é a infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV). Certos tipos de HPV, especialmente os de alto risco (como o tipo 16 e 18), estão fortemente associados ao desenvolvimento de câncer de pênis, assim como ao câncer de colo de útero e outros cânceres anogenitais. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual. A vacinação contra o HPV é, portanto, uma estratégia preventiva vital, recomendada para meninos e meninas antes do início da vida sexual, conforme o calendário de vacinação. Além disso, o uso de preservativos durante as relações sexuais pode reduzir o risco de transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Outros fatores de risco incluem tabagismo (o fumo aumenta o risco de diversos tipos de câncer), idade avançada, histórico de verrugas genitais (condiloma acuminado) e condições inflamatórias crônicas do pênis.

Diagnóstico precoce e opções de tratamento

O diagnóstico do câncer de pênis geralmente começa com um exame físico detalhado realizado por um urologista, que observará as lesões suspeitas. Caso haja suspeita, a biópsia é o procedimento definitivo para confirmar a presença de células cancerígenas e determinar o tipo histológico do tumor. Pequenos fragmentos da lesão são retirados e analisados em laboratório. Em alguns casos, exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar a extensão da doença e verificar se houve disseminação para outros órgãos ou linfonodos.

As opções de tratamento dependem do estágio do câncer, do tamanho e localização do tumor, e da saúde geral do paciente. Em estágios iniciais, tratamentos menos invasivos podem ser empregados, como a terapia a laser, cirurgia conservadora que remove apenas a lesão preservando o máximo possível do pênis, ou radioterapia localizada. Quando o câncer está mais avançado, a cirurgia pode envolver a penectomia parcial (remoção de parte do pênis) ou, em casos mais graves, a penectomia total (remoção completa do pênis), seguida por cirurgia para criar um novo orifício urinário. Nesses cenários, a reconstrução peniana pode ser uma opção para alguns pacientes. A quimioterapia e a radioterapia também podem ser utilizadas, isoladamente ou em combinação com a cirurgia, para combater a doença, especialmente se houver metástase. O acompanhamento psicológico é fundamental para os pacientes e suas famílias, dada a natureza sensível da doença e o impacto em sua vida sexual e autoestima.

Conscientização é a chave para a saúde

O câncer de pênis, embora evite os holofotes do debate público, exige nossa atenção imediata. A superação do estigma e a disseminação de informações precisas são as maiores armas contra esta doença. A combinação de uma higiene íntima adequada, a vacinação contra o HPV e a realização de autoexames regulares são passos simples, mas poderosos, para a prevenção. Qualquer alteração suspeita na região genital deve ser prontamente investigada por um profissional de saúde, sem vergonha ou hesitação. O diagnóstico precoce não apenas melhora dramaticamente as chances de cura, mas também permite tratamentos mais conservadores, preservando a qualidade de vida e a autoestima do homem. A saúde masculina merece ser prioridade, livre de preconceitos e silêncios.

Perguntas frequentes (FAQ)

O câncer de pênis é transmissível?
Não, o câncer de pênis em si não é transmissível. No entanto, um de seus principais fatores de risco é a infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), que é transmitido sexualmente. Prevenir a infecção por HPV através da vacinação e do uso de preservativos pode reduzir o risco de desenvolver o câncer.

A circuncisão realmente previne o câncer de pênis?
Sim, a circuncisão (remoção cirúrgica do prepúcio) tem sido associada a uma menor incidência de câncer de pênis. Isso ocorre porque a circuncisão facilita a higiene íntima, reduzindo o acúmulo de esmegma e a ocorrência de inflamações crônicas, além de diminuir o risco de infecções por HPV em alguns contextos.

Quais são as chances de cura se descoberto cedo?
As chances de cura para o câncer de pênis são muito altas quando a doença é diagnosticada em seus estágios iniciais. Nesses casos, a taxa de sucesso do tratamento pode ultrapassar 80% a 90%, e os procedimentos cirúrgicos tendem a ser menos invasivos, com maior preservação da função e da estética do órgão. O atraso no diagnóstico, contudo, reduz significativamente essas chances.

Não hesite em cuidar da sua saúde. Se você notou qualquer alteração no seu pênis, agende uma consulta com um urologista.

Fonte: https://danuzionews.com

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