O governo federal vetou pontos cruciais da reforma do setor elétrico, evitando um impacto estimado em R$ 7 bilhões nas contas de luz dos consumidores. A decisão recai sobre dispositivos que alteravam o cálculo dos royalties do petróleo e as regras de compensação para usinas hidrelétricas que sofreram cortes na produção.
A medida governamental frustra parte das expectativas do setor, que visava modernizar e destravar investimentos na área. No entanto, a equipe econômica argumentou que as mudanças propostas poderiam gerar distorções no mercado e, principalmente, um aumento significativo nos custos para o consumidor final.
Um dos pontos mais controversos da reforma, agora vetado, dizia respeito à fórmula de cálculo dos royalties do petróleo utilizados na geração de energia elétrica. A alteração poderia elevar o custo da produção e, consequentemente, o preço da energia para os consumidores.
Outro ponto vetado tratava da compensação para usinas hidrelétricas em casos de cortes na produção, geralmente causados por fatores climáticos como a seca. A proposta original previa uma compensação mais generosa para essas usinas, o que, na avaliação do governo, poderia gerar um incentivo à ineficiência e um aumento desnecessário nos custos do sistema elétrico.
A decisão do governo de vetar esses pontos específicos da reforma elétrica demonstra a complexidade do debate e as diferentes visões sobre a melhor forma de modernizar o setor sem penalizar os consumidores. A expectativa é que a discussão continue no Congresso Nacional, onde os parlamentares poderão derrubar os vetos presidenciais ou buscar alternativas que conciliem os interesses de todos os envolvidos.
O veto parcial à reforma elétrica reacende o debate sobre o futuro do setor e os desafios para garantir o fornecimento de energia a preços justos e competitivos para a população brasileira. A necessidade de modernização e atração de investimentos é inegável, mas é fundamental que as mudanças sejam implementadas de forma responsável e transparente, evitando impactos negativos para os consumidores.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
